Não era uma BRASTEMP…

Agosto 13, 2009 - 2 Responses

A Empresa e tudo com o que ela começou é do meu pai. Consequentemente, dize-se que também é minha. Inclusive o frigobar inicial, que era a GELADEIRA da empresa, essencial para que o santo almoço ainda fosse servido todos os dias.

A Empresa mudou de local e encheu-se de funcionários, como toda empresa deve crescer. Isso pediu um aumento da nossa ‘geladeira’, devido à demanda de mais estômagos pedindo por comida por volta do meio-dia. Foi providenciada uma ‘nova’, que, na verdade era usada e feia, (não uma BRASTEMP, mas ao menos cabiam mais coisas) o velho frigobar do papai ficou semi-abandonado.

Com meus direitos de filha, fui reivindicar a posse silenciosamente: roubei meu próprio frigobar da cozinha e o arrastei até o meu setor, com o consenso de todos que poderiam alcançá-la a menos de três passos, diferente da geladeira ‘nova’, que ficava do outro lado do andar.

Não deu nem um piscar de olhos do pseudo-crime, já senti outros setores me condenando como o olhar, como se fosse o frigobar-prometido-em-casamento-sendo-roubado-pelo-bandido.

Como só faço meio-período, só fico sabendo das fofocas da tarde no outro dia.

No outro dia, chega aos meus ouvidos que uma certa pessoa pata-bovina (mais conhecido como mão-de-vaca) teve a audááááácia de levar a chefia a seguinte questão:

- Este frigobar está gastando energia à toa! Não tem nada dentro dele pra ficar ligado o dia inteiro….

Não que ela não tivesse arreganhado a coitada da porta do frigobarzinho pra ver que a gente já tinha providenciado várias guloseimas e comestíveis não-saudáveis para encher os olhos de quem fosse futricar lá dentro. Não, que isso. Não que uma das pessoas do setor dela já tivesse ido lá fofocar em voz bem alta que a gente já tinha levado o frigobar depois que a geladeira chegou.

Mais uma dessa e eu ia propor trocar o ar-condicionado dela pelo meu frigobar. Porque enquanto a gente fica torrando no verão, querendo ir trabalhar pelado, sem constrangimento algum, ela ta lá, de luva e gorro, curtindo, dando tapa na cara do sol no meio-dia. A não ser que ela quisesse desligar os dois. Aí sim, sem docinho pra ninguém.

Funciona, droga!‏

Agosto 12, 2009 - Leave a Response

Sacode, sacode, sacode.
Bate na mesa.

- Que merda!

Sacode, arrasta, olha.
Olha bem a bagunça.

Até eu descobrir que não era meu mouse, e sim um vidro de cola, já estava tudo perdido.

Fogo!

Janeiro 30, 2009 - 2 Responses

Sentados nas cadeiras do quiosque. Pedimos uma travessinha de batatas fritas. R$ 15? Absurdo.
Vamos do outro lado da rua pedir um bolinho de aipim. Frio, borrachento, mas já era tarde (e foi R$ 2).

Conversa vai, conversa vem.
Sabe como é praia né? Sempre tem um vendedor de alguma coisa. Passa o cara segurando uns quadrinhos. Pintados à mão. Bonitos até.

- Compra moça R$ 15 cada um tô desempregado minha mulher que pinta os quadros pra me ajudar e eu venho vender que ela não pode sair de casa e a gente precisa sustentar a família sabe como é o dinheiro é pouco e não dá pra comprar muita coisa mas eu preciso mesmo vender e-
- Desculpa moço, eu não tenho.

E todo mundo da mesa consentiu com o ombro. Afinal, R$ 15 valia uma tabuinha de batatinhas.
Os olhos do moço voltaram-se para cima da mesa onde encontrava-se o isqueiro de Rafael, namorado de Nana, daqueles bonitões parecidos com o da Zippo.

- Me dá fogo aí então?
Tipo…não deram nada, pelo menos fogo!

Rafael fico meio assim, meio assado. Mas deu. Ia acender pra ele mas o moço preferiu arrancar da mão dele e tentar sozinho. A mesa inteira volto sua atenção para o moço, agora de costas para todos nós, tentando acender o cigarro contra o vento. Ninguém piscava pois o moço começou a dar uns passos pra longe da gente, como se o vento de lá fosse diferente do dali. Nos entreolhamos como uma confirmação de que se o cara desse mais um passo, alguém deveria dar-lhe uma voadora, só pela garantia.

Mas o cara para, desencurva-se, vira de frente, devolve o isqueiro e vai embora.
De roxo, prendendo a respiração, todos nós retornamos à pigmentação original.
Afinal, nós estávamos ali só pela batatinha, ora essa.

Chiquitita

Novembro 25, 2008 - One Response

- Alô?
Xpóf! – Onomatopéia para desligando bem na cara da pessoa.
- Será que era ela? Será será?

~

Na escola várias pessoas em volta da pequena garotinha, fofinha até, japonesinha, cabelo lisinho preto. Mas por que tinha tanta gente em volta dessa menininha?
- Você não vai acreditar! Ela é prima da Vivi!
- Que vivi!?
- Das chiquititas, cara!

Meoldeols. Chiquititas era o auge do sucesso na época. Gelei por dentro.
Eu ia lá, eu ia. Esperei esvaziar.

- E aí? Como você se chama?
- (Disso eu não me lembro, tá querendo de mais)
- Bonito nome… é verdade que você é prima da atriz que faz a Vivi da novela?
- Sim…
- OMG -E você tem o telefone dela? Preciso falar uma coisa pra ela… (Ah, ninguém deve ter pensado nisso ou só a minha cara era pura falta de óleo de peroba mesmo)
- Tenho sim…
- Anota aqui no papel.

Ela me deu o papel e saiu.
Eu tinha dois problemas: não sabia o nome verdadeiro da atriz e a prima dela fez o favor de escrever 6 números no papel (na época os números de telefone tinham só 7 dígitos, como 312-3456). Mas não foi muito difícil pois pelo menos o tracinho ela pôs no lugar certo, então via-se que faltava apenas o primeiro número, que podia ser 2 ou 3, o resto era improvável.

Cheguei em casa. Tremia. Disca-disca-disca.

- Alô?
- Alô.
- O que deseja?
- …
- Alô.

Xpóf.
Será?

Patavinas

Agosto 18, 2008 - Leave a Response

Aula de técnicas de cozinha. Professora:

-… então quando subir as impurezas, você tem que escumar {de escumadeira}…
Voz ao fundo:
- Ahn?
Mulher-que-se-acha-nerd com todo desdém que houver nessa vida:
- Espumar gente, fazer espuma!
Logo me adiantei, empolgada pra corrigi-la:
- Não é PU é !
Claro… bela correção Nicoly.

~

Indo pro trabalho. Chuviscando. Até parece que eu vou correr, o Fantástico provou que correndo você se molha mais. Há!
Homem passando por mim, apreensivo em dizer alguma coisa. Olhei pra ele.
Ele me diz:

- Aperta o pau*gelei* – que se não você vai pegar chuva…

Tanta coisa pra dizer…tanta metáfora…e vem me dizer pra… Oo